blue pad

O procedimento Blue Pad.

Então depois de 8 meses e meio a Paola deu sinais que queria nascer.

Como o meu último parto foi há 2 anos atrás, precisava ser uma cesárea. Mas eu não queria marcar, eu queria sentir o momento dela.

Então depois de contrações ininterruptas corremos para o hospital.

Fiz alguns exames no hospital com a minha médica particular e decidimos internar! EBA!

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Fui para o quarto, os preparativos começaram bem rápido e de repente eu já estava indo para o Centro Cirúrgico no dia 02 de março de 2005.

Parentes felizes, mamãe barriguda chorando e papai nervoso.

Tudo estava correndo muito bem, depois de dois partos eu já sabia exatamente o que estava acontecendo.

Mas na hora da anestesia peridural, o anestesista pediu para eu tossir, e neste momento ele aplicou a anestesia. Achei um método bem diferente e até comentei com a obstetra.

A minha gatinha nasceu com 1.360 kg e 49 cm… bem pequenina. Mas a nota de Apgar foi alta: 9.

Voltei para o quarto e assim q ela chegou para mamar a minha cabeça começou a latejar… amamentei mesmo assim e depois descansamos. Porém, todas as vezes que eu levantava a dor de cabeça voltava. Deitada nada acontecia, mas de pé era insuportável.

Nenhum medicamento ganhava dela. 2 dias depois fui visitada pelo mesmo anestesista e pela minha médica. Na verdade, no meu quarto naquele momento tinham 4 médicos e 4 enfermeiras. Pensei comigo: ou é festa ou estou em apuros.

Infelizmente foi o segundo caso. Eles disseram que no momento da aplicação da anestesia, (naquele momento estranho da tosse), um sopro de ar entrou na seringa e foi para a minha coluna. Ou seja, quando eu levantava a bolha de ar subia e me dava dores de cabeça.

Que bom! Encontraram a causa.

Tínhamos duas maneiras de resolver isso: ou esperávamos 10 dias para a dor de cabeça passar ou voltaríamos para o Centro Cirúrgico no dia seguinte de manhã e faríamos um procedimento cirúrgico chamado Blue Pad.

E aí, qual seria a sua escolha?

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Eu escolhi o Centro Cirúrgico (com lágrimas nos olhos), mas eu queria voltar a amamentar sem dor o mais rápido possível.

No dia seguinte, bem cedo lá vou eu… um filme passou na minha cabeça, fiz o mesmo caminho de 2 dias atrás, tipo um déjà vu.

O procedimento é bem específico: eles retiram sangue do meu braço e em seguida aplicam o meu sangue na minha coluna. Mas para isso acontecer, preciso ficar sentada e sem me mexer. Se não desse certo, só podíamos tentar mais uma vez.

Foi tenso, foi difícil e só saberíamos se deu certo depois que eu saísse da sala de recuperação.

2 horas depois, meio grogue acordei na sala de recuperação com uma enfermeira olhando para um prancheta. Sem a menor dúvida, levantei a cabeça. VIVA!!! Sem dor.

Chamei a enfermeira e ela por sua vez chamou os médicos. De novo a mesma galera do quarto. Essa situação foi uma caso raro no hospital.

Como eu já sabia que estava sem dor, resolvi fazer uma brincadeirinha. Na hora em que o anestesista pediu pra eu levantar, fiz uma cara de dor e dei uma choramingada. Você precisava ver a cara deles… frisados.

Dei risada e falei: “É brincadeira! Estou sem dor de cabeça!” Você precisava ver a cara deles -> bravos.

Minutos depois, todos felizes! Finalmente vi a galera da sala de recuperação em festa!

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Voltei para o quarto correndo, mais precisamente sentada em uma na cadeira de rodas com o enfermeiro correndo! E fui amamentar a minha filha.

Podemos dizer que todos receberam uma bela lição: TOSSE, só na gripe!