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FOI ELE QUE COMEÇOU! Por Lêda Zoéga Parolo – Psicóloga.

Brigas são comuns entre irmãos. Muitas vezes, parecem não ter fim e levam os pais quase à loucura. Os motivos das brigas, em geral, são os mais comuns – desde o canal de televisão que um quer ver e o outro não, até querer brincar com o mesmo brinquedo. Essa rivalidade entre irmãos é tão comum que aparece em contos de fada, como o clássico “Cinderela”, que teve irmãs movidas por ciúme.

Briga entre irmãos chega a ser saudável e importante – ajuda a preparar a criança para a vida e a viver em sociedade – quando não são frequentes e violentas. A vida é cheia de conflitos e a busca de solução para as brigas prepara a criança para enfrentar tais conflitos. Ela aprende a perder e a ganhar, a estar em contato com diferentes níveis de liderança e a resolver seus problemas sozinha.

Os pais devem dar oportunidades para a criança resolver seus problemas e, ao mesmo tempo, devem ser cuidadosos para não tomarem partido de um ou de outro. O papel da família é auxiliar a criança a processar seus sentimentos, estimular o diálogo entre irmãos e mostrar que diferenças de opinião existem porque as pessoas são diferentes, mesmo quando se trata de irmãos.

Se você como pai ou mãe estiver pensando em acabar as brigas por meio de punição lembre-se de que o castigo em si não resolve. Bater na criança porque ela bateu no irmão continua sendo uma relação à base de força física, e não traz solução adequada, pois a criança pode, inclusive, tornar-se mais agressiva. Muitas vezes ela briga imitando o comportamento dos pais no seu dia a dia. Pais que são agressivos entre si ou com seus filhos passam esse modelo de comportamento. Então perguntamos, “por que não passar, por meio de atitudes, modelos de respeito, compreensão e amor?”.

Brigar e aprender a fazer as pazes levam ao crescimento. O grande desafio dos pais é lidar com as diferenças entre os filhos, porque têm de respeitar cada um deles com suas características. O adulto tem grande responsabilidade na formação da criança, pois ela aprende observando-o em suas relações. A criança precisa acreditar em suas capacidades e sentir-se segura. Cabe principalmente aos pais a sua orientação nesse sentido, ouvindo-a e acolhendo-a em seus momentos de receio e incertezas.

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