gagueira

A gagueira infantil.

Uma dúvida frequente que aparece no consultório e que deixa os pais muito preocupados é a “gagueira” em crianças pequenas.

Tema importante abordado pela Dra Marla, fonodióloga da Clínica Villa Vita.

Elas podem, repentinamente, começar a repetir sílabas ou palavras bem como apresentar leves bloqueios ou prolongamentos de segmentos da fala, o que é conhecido como disfluência fisiológica.

Ocorre, geralmente, até os 4 anos de idade. Diferente da gagueira “clássica”, essa disfluência acontece porque os pensamentos da criança são mais rápidos do que sua capacidade de falar.

gagueira

Ela não está associada a tensão/ movimentos corporais e a criança não percebe que está gaguejando. Além disso, a disfluência fisiológica é superada sozinha, num curto espaço de tempo.

Para ajudar a criança a atravessar essa fase, é necessário que o adulto observe seu comportamento comunicativo. Algumas regrinhas básicas de comunicação precisam ser respeitadas. Seguem algumas orientações:

  • É necessário que o adulto converse naturalmente, tornando a comunicação única, onde a criança não tenha que disputar espaço com outros afazeres (celulares/tablets, pessoas, trabalho, etc…);
  • Os turnos da comunicação precisam ser respeitados, ou seja, quando um fala o outro escuta com atenção e vice-versa. Deve-se demonstrar e manter atenção ao diálogo;
  • Converse com a criança devagar, sem pressa, com pausas frequentes e naturais;
  • É preciso olhar no olho. Deve-se ficar na altura da criança. É importante se ajoelhar ou buscar outro meio para olhá-la no olho;
  • Mantenha-se tranquilo (a), mesmo na ocorrência da disfluência;
  • Não a bombardeie com perguntas;
  • Use frases curtas e claras;
  • Preste atenção na articulação da sua fala;
  • Não chame a atenção da criança para a disfluência;
  • Não termine as palavras e/ou frases pela criança;
  • Evite ao máximo críticas, interrupções e exposições;
  • Deve-se estar realmente presente na comunicação.

gagueira

Assim, a criança terá a oportunidade e o estímulo para adquirir a fala de forma natural, construindo uma autoimagem de bom falante, mantendo diálogos claros, bem articulados, com começo, meio e fim.

Resumindo, a comunicação precisa ser prazerosa e a criança deve sentir que está sendo escutada e que tem tempo para se organizar e se expressar. Deve-se orientar todos os que convivem diretamente com a criança a manter uma comunicação tranquila, seguindo as orientações anteriores (avós, tios, primos, professores).

Caso a disfluência comece a chamar muito a atenção para a fala ou persista, é fundamental uma avaliação Fonoaudiológica. Caso os pais se sintam muito incomodados com a disfluência, também é necessário que uma avaliação fonoaudiológica seja realizada.

O Fonoaudiólogo é o profissional habilitado para avaliar, orientar, estimular e acompanhar a aquisição e o desenvolvimento da fala da criança e poderá auxiliar a família nesse momento, independentemente da idade da criança. Na dúvida, sempre procure um fonoaudiólogo.

Dra. Marla Oliveira-Sakamoto / CRFa 2-7985

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